
Sempre encontrei dificuldade em deixar as pessoas irem embora.
Sim, eu sei que cada pessoa tem o seu caminho e as vezes esses caminhos não cruzam mais com o nosso. Mas ver alguém indo em outra direção é algo que ainda me incomoda muito. O melhor que posso fazer é aceitar, mesmo não sendo fácil, porque quando algo tem que ir embora, se você insistir demais acaba te machucando. Como uma coleira que quanto mais você puxa, mais você se enforca.
Acho que o pior disso tudo é se ver como um desconhecido de alguém que já foi tão intimo, tão próximo. Perceber que conversas que antes fluíam com facilidade e geravam vários assuntos agora vem se tornando cada vez mais escassas, em que você sente que tem que forçar para tentar manter algum diálogo.
Talvez seja comodismo meu, ou até um apego excessivo, culpe meu ascendente em câncer por isso. Mas a verdade é que nunca estamos prontos para nos distanciar de algo ou alguém que já foi/é muito importante para nós.
Na maioria das vezes acontece com naturalidade, só que boa observadora que sou já vou sentindo as coisas mudando e sofrendo pela distância, mesmo que não possa fazer nada para alterá-la. Sou uma eterna melancólica quando o assunto é pessoas importantes que já se foram. Porque mesmo que eu não tenha mais nada a ver com essas pessoas, vou sentir falta delas. E é uma falta, um vazio, uma saudade que não pode ser nutrida porque ela é conectada a um tempo específico e a como a pessoa e eu eramos naquela época. É algo que não volta!
Só me resta sentir saudades e ir tentando me acostumar com essa coisa de que as pessoas vem e vão.
Enquanto isso permaneço escrevendo, pois esse não foi o primeiro e nem será o último texto sobre finais e despedidas.
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